Decisão informada
A responsabilidade começa antes da cerimônia
A pessoa recebe informações sobre a proposta religiosa, as medicinas previstas, os possíveis efeitos, os cuidados e os limites do templo. Para quem participa pela primeira vez, o preenchimento da anamnese e a entrevista são etapas obrigatórias.
A experiência anterior em outras tradições ou espaços não dispensa o procedimento. Cada templo possui organização própria e precisa conhecer as informações relevantes antes de confirmar a participação.
Preparação
Orientações específicas para cada encontro
Depois da confirmação, os participantes integram um grupo temporário da cerimônia. Nele são compartilhados horários, preceitos, alimentação, vestimenta, itens necessários e demais orientações próprias daquele trabalho.
Medicamentos ou tratamentos não devem ser interrompidos por conta própria. Quando houver dúvida sobre condição de saúde, medicação ou interação, a pessoa deve buscar o profissional responsável e comunicar as informações com transparência.
Durante
Limite de pessoas, guardiões e ambiente preparado
O número de participantes é limitado para preservar organização e capacidade de acompanhamento. Dirigentes e guardiões observam o espaço, a circulação, o fogo e as necessidades do coletivo ao longo de toda a ritualística.
A equipe oferece referência e apoio sem ocupar ou interpretar a experiência de outra pessoa. A escuta silenciosa, a palavra cuidadosa e o respeito ao livre-arbítrio orientam esse serviço.
Livre escolha
Como funciona a consagração das medicinas
Rapé, sananga, cacau e tabaco são facultativos. Nas cerimônias específicas em que a ayahuasca é a medicina mestra, sua consagração integra a proposta para os participantes previamente considerados aptos.
Nesses encontros, a pessoa escolhe livremente a quantidade de ayahuasca, desde uma porção simbólica até o limite máximo definido pelo templo para aquela cerimônia. Não existe obrigação de consagrar todas as medicinas disponíveis.
Ritualística
Música, silêncio e palavra não são elementos isolados
Cada cerimônia possui tema e percurso próprios. Música medicina, instrumentos, oração, silêncio, ambiente e presença são organizados como partes de um mesmo organismo.
A ritualística oferece referências comuns ao coletivo, sem impor uma interpretação única para a experiência individual.
Depois
Encerramento não significa abandono
Depois do trabalho, há confraternização e compartilhamento de alimentos conforme as orientações do encontro. O participante também pode procurar a direção para relatar dúvidas ou uma vivência mais intensa.
Quando necessário, psicólogos vinculados ao Santuário podem oferecer acolhimento e orientação dentro de seus limites profissionais. A experiência não é transformada em diagnóstico e o apoio do templo não substitui acompanhamento regular.
Natureza religiosa
Diferença entre uso religioso, recreativo e terapêutico
Religioso
Integra ritual, propósito espiritual, comunidade, condução, responsabilidades e normas próprias da organização religiosa.
Recreativo
Busca entretenimento ou consumo desvinculado do contexto sagrado. Essa finalidade não é admitida no Santuário.
Terapêutico
Pressupõe finalidade de tratamento e responsabilidades profissionais específicas. As cerimônias do Santuário não são anunciadas como terapia.
Elaborado e revisado pela direção do Santuário Céu de Aparecida · Atualizado em 28 de julho de 2026.
Fontes e limites deste conteúdo
Fontes consultadas
- Resolução CONAD nº 1, de 25 de janeiro de 2010
- ICEERS: informações básicas sobre ayahuasca
- Estatuto Social registrado da Organização Céu de Aparecida
- Regimento Interno, Relatório de Atividades e diretrizes institucionais do Santuário

